Piso radiante elÉtrico

O aquecimento do chão através de sistemas radiantes elétricos está-se a tornar relativamente comum, nalguns países. Mas será que estes sistemas se justificam e são vantajosos em climas como o português ou no sul do Brasil?

O objetivo destes sistemas não é tanto, muitas vezes, o aquecimento das divisões mas apenas o aquecimento do piso do edifício, de modo a proporcionar conforto junto ao pavimento e a permitir que os ocupantes andem descalços pela casa; ou, dentro da mesma linha, o objetivo é apenas aquecer pequenos quartos ou divisões, e nunca partes substanciais da casa ou todo um edifício.

Aquecimento de apartamentos e moradias ou outros edifícios com chão radiante elétrico

É possível aquecer todo um edifício com piso radiante elétrico, com todas as vantagens - em termos de conforto - proporcionadas pelos sistemas de piso radiante hidraulico. Mas isso é uma opção pouco recomendável sob o ponto de vista económico ou mesmo ambiental (ainda que a eletricidade venha de sistemas fotovoltaicos).

O sistema até pode ser relativamente barato de instalar, se tal for feito paralelamente à construção da laje ou à instalação do pavimento, mas os custos operacionais são demasiado altos, mesmo que o sistema seja controlado por termostatos.

Os sistemas de aquecimento elétrico têm altos custos operacionais, e só se justificam e são vantajosos quando restritos a períodos relativamente curtos. E não é essa a filosofia dos sistemas radiantes, tanto mais que envolvem tempos de resposta reconhecidamente lentos (os sistemas de piso radiante elétrico são mais rápidos nos seus tempos de resposta do que os sistemas hidráulicos, mas não suficientemente rápidos).

Sistemas radiantes de acumulação de calor em lajes

Alguns peritos em energia defendem que se use os sistemas de piso radiante elétrico para armazenar calor durante as horas em que as tarifas elétricas são mais baixas.

Neste caso, os cabos elétricos são embebidos em lajes de betão/concreto cuidadosamente isolados em toda a sua periferia, e na sua superfície inferior.

Embora estes sistemas possam ser interessantes numa perspetiva de gestão de recursos elétricos, ele é em geral demasiado caro na sua implementação, além de suscetível de grandes perdas de calor, e dependente – na sua eficácia – de muitos pormenores como o isolamento térmico, a massa térmica e a espessura da laje, bem como do custo da eletricidade nos períodos de preços mais favoráveis.

Pequenas aplicações

Os sistemas ganham mais sentido em pequenas aplicações, como as referidas no início da página. Aquecer só o chão e a área de uma divisão junto ao solo, ou aquecer apenas uma pequena divisão, pode ser uma opção barata e também sem grandes custos operacionais.

Estes sistemas envolvem esteiras de fios elétricos conveniente isolados e projetados para serem embebidos em argamassa, imediatamente por debaixo do pavimento, e em contacto com este (ver imagem).

Mas apesar de baratos e fáceis de instalar, tal não significa que eles sejam uma boa opção, sobretudo em climas moderados como o português ou o do sul do Brasil - tanto mais que estes sistemas radiantes são também relativamente lentos a nível dos seus tempos de resposta, o que pode trazer faturas elétricas mais altas do que o esperado.

Para aqueles que apenas procuram bons níveis de conforto a nível do pavimento, em climas com invernos frios, é sempre possível escolher pavimentos que pelas suas características térmicas o possam garantir (pavimentos de cortiça, por exemplo).

 

 

 

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