Eletricidade limpa e eletricidade suja: O caso brasileiro e portuguÊs
Muitas pessoas associam a eletricidade a uma forma de energia limpa. O que significa que não estão a considerar a poluição associada às centrais fósseis que podem estar na origem da maior parte da eletricidade.
Quando se diz que os novos carros elétricos seriam um passo enorme em direção a um planeta mais saudável ambientalmente, é essa noção que está em jogo.
Só que... a eletricidade pode não ser uma forma de energia limpa.
A situação mundial, a nível da produção de eletricidade limpa
A maior parte da eletricidade consumida pela maior parte dos países tem origem em centrais a gás, ou a carvão, ou em centrais atómicas.
Ou seja: o facto de a eletricidade não produzir emissões a nível das nossas casas e outros edifícios, ou a nível das nossas cidades, ao usarmos carros elétricos, não significa que essa eletricidade seja limpa. Só a eletricidade com origem em fontes renováveis – a eletricidade produzida nas barragens hidráulicas, a eletricidade eólica, a eletricidade solar fotovoltaica… - é efetivamente limpa.
Brasil, Portugal e A eletricidade renovável
Felizmente, no caso do Brasil e de Portugal, mais de 50% da eletricidade consumida nas nossas casas é de origem renovável.
Mas não é de facto essa a situação mundial, e há também que não esquecer que uma fatia significativa da eletricidade produzida nos nossos países - mais de 30% - não é limpa.
Ver a este propósito:
O Brasil está no top mundial da eletricidade renovável
Portugal está no top mundial da eletricidade renovável
Brasil: 1/7 das emissões per capita dos EUA
Mais infográficos, como o listado abaixo, aqui.


