À escala mundial as Cidades sÃo os Maiores consumidores de energia e consequentemente os maiores poluidores
As nossas cidades alicerçam-se largamente nas suas redes elétricas, de gás e em outras formas de energia.
Os edifícios consomem, em termos mundiais, entre 40 e 50% da energia produzida; e há ainda a energia consumida pelos seus sistemas de transportes e pelas indústrias que gravitam em redor dos polos urbanos.
Impacto ambiental
Em termos mundiais, uma vez que parte significativa da energia que consumimos tem origem em fontes não renováveis, as cidades e nomeadamente os seus edifícios acabam também por ser os grandes produtores de gases de estufa.
Os edifícios são responsáveis por 36% da emissão de CO2 na UE, para um consumo de energia de cerca de 40%.
Cidades portuguesas e brasileiras
As cidades portuguesas e brasileiras não são exceção à regra geral, embora os seus consumos energéticos sejam proporcionalmente muito mais baixos do que os Norte-Americanos e o de muitos países europeus.
É verdade que as cidades portuguesas e sobretudo as brasileiras não poluem tanto quando as cidades de muitos outros países. Os consumos energéticos portugueses são cerca de 1/4 dos Norte-Americanos, e os brasileiros cerca de 1/8, o que obviamente torna o impacto ambiental das nossas cidades e dos seus edifícios muito menor.
Por outro lado, grande parte da energia elétrica utilizada nas nossas casas e outros edifícios vem de fontes renováveis (cerca de 70% em Portugal, 75% ou mais no Brasil), o que também reduz substancialmente o impacto dos edifícios brasileiros e portugueses no ambiente.
Mas há que não esquecer que se as atuais tendências não forem invertidas (como podem e devem ser), os consumos energéticos a nível dos nossos edifícios subirão paralelamente aos aumentos dos níveis de vida. E isso significa – nomeadamente no caso brasileiro – que o consumo energético das habitações poderão duplicar ou triplicar caso não hajam alterações nos padrões de construção e nos níveis de eficiência energética dos edifícios.
Áreas que importa modificar, a nível dos edifícios e Das cidades
Edifícios de baixo consumo energético
É hoje possível construir edifícios de muito baixo consumo energético, sem custos adicionais significativos.
E é também desejável que os atuais edifícios, nas suas remodelações, incorporem medidas de eficiência energética, que reduzam os seus consumos de eletricidade e gás de forma significativa.
Eficiência energética
É algo que envolve...
--- janelas e portas de altamente eficientes energeticamente,
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altos níveis de isolamento térmico,
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iluminação e equipamentos de baixo consumo de energia,
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medidas envolvendo a configuração dos edifícios, o seu tamanho e as dimensões e posicionamento das janelas, o seu acesso solar e outras medidas “técnicas”.
Ver infográfico:
A eficiência energética de edifícios é bastante mais do que apenas equipamento
Painéis fotovoltaicos e edifícios energia zero
É atualmente possível e rentával a instalação em grande escala de painéis fotovoltaicos nas nossas habitações e sobretudo em grandes edifícios.
Ver infográficos:
As energias limpas deixaram de ser um mero sonho ambientalista
Instalação grátis de painéis solar elétricos: demasiado bom para ser verdade?
Porque é que a eletricidade solar fotovoltaica é tão acessível para as grandes empresas?
Passos críticos antes da instalação de um sistema de eletricidade solar fotovoltaica.
Falta-nos quase sempre projetos, escala (a grande dimensão e a instalação em série é fundamental) e meios de financiamento para viabilizar a instalação em massa de painéis fotovoltaicos em edifícios urbanos - e para tornar possível a construção em massa de edifícios energia zero, ou seja, de edifícios capazes de produzir toda a energia que consomem.
Em termos futuros, os novos edifícios poderão inclusivamente produzir mais energia do que aquela que consomem, vendendo esse excesso de produção às redes elétricas de modo a preencher as necessidades da futura rede elétrica de veículos e parte do consumo elétrico industrial.
Noutros termos: há questões organizativas, logísticas e políticas que emperram a nossa transição para formas de energia limpa, envolvendo as nossas cidades e nomeadamente os seus edifícios e sistemas de transportes.
Projetos a nível das cidades
Falta-nos projetos e parcerias de grande dimensão (envolvendo instâncias estatais, grandes empresas, bancos…), enquadramentos legislativos, planeamento urbanístico, programas de promoção da energia solar nos edifícios.
Ver: Parcerias e projetos a nível de cidades
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Ver infográficos:
P33 - O crescimento da solar elétrica vai depender muito dos municípios e de políticas locais
P34 - Será que a eletricidade solar fotovoltaica é acessível sem ajudas estatais
P3 - Empire State Building: uma história pouco conhecida
P5 - Esbanjamento de energia e poluição em edifícios
P8 - A importância das casas de baixo consumo energético para uma revolução verde
P10 - Edifícios Energia Zero (Quase)
P14 - A incrível e pouco apreciada história da eficiência energética
P71 - Negócios de biliões & Renováveis e eficiência energética de edifícios
P74 - Árvores, plantas e pavimentos junto às nossas casas
P75 - A localização e a orientação dos edifícios: impacto ambiental e energético
P78 - Como levar os proprietários e construtores a preferir edifícios de baixo consumo energético

